Tólio’s Farm e RPK Genética conquistam prêmios nacionais na Angus

A cabanha Tólio’s Farm, de Formigueiro (RS), e a RPK GENÉTICA, de Cascavel (PR), levaram os principais prêmios concedidos pela Associação Nacional de Criadores Herd Book Collares (ANC), Promebo e Embrapa para a raça Angus em 2020. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (8/9) durante Live do Dia do Angus, agenda que integra o Seminário Virtual Promebo 2020. Os debates, mediados pela superintendente da ANC, Sílvia Freitas, ocorrem sempre às 19h e se encerram nesta quarta-feira (9/9) com o Dia do Hereford e Braford.

A Tólio’s Farm, de Eltair Tólio, venceu o prêmio Difusão Genética entre os machos com Repecho TEI534 Haymount da Tólio’s Farm, que teve 190 filhos registrados em 12 meses. O diretor técnico da fazenda, Robel Tolio, pontuou que o touro é filho de reprodutor que veio como embrião para Brasil. “Nossa base foi montada com animais de racial muito forte, excelente comprimento e arqueamento de costela, que ganham e mantêm peso muito rápido”. O criador frisou que a Tólio’s Farm trabalha com uma “heterose” entre o autêntico Angus escocês e os números da genética norte-americana.

Entre os ventres, a vitória foi para Baby 2918 de Santa Bárbara, do criador Reno Paulo Kunz, da RPK Genética. A fêmea teve 49 filhos registrados. O gerente da propriedade, Álvaro Palavicini, destacou que a vaca tem sido usada em diferentes cruzamentos em busca de filhos de frame mais elevado e pelo fino, duas características marcantes em seus descendentes. “Essa vaca foi adquirida da Cabanha Santa Bárbara (RS) e estamos disseminando sua genética.”

A Tólio’s Farm também venceu o prêmio Supremacia Genética com o touro TE472 Iphone, destaque da geração 2018 com Índice Final de 54,82. Robel Tólio completou que o touro é produto de um novo processo adotado dentro da propriedade, onde 100% da reprodução é feita por transferência de embriões. “A Tólios Farm faz isso para ter ganho genético mais expressivo e maior velocidade com acasalamento dirigido.”

A premiação foi prestigiada pelo presidente da Associação Brasileira de Angus, Nivaldo Dzyekanski, pelo presidente do Conselho Técnico da Angus, Márcio Sudati, e acompanhada por criadores de diferentes regiões. Dzyekanski falou sobre os novos avanços do Carne Angus, maior programa de carne certificada do país que, apesar da pandemia, tem tido um 2020 de muita atividade e novas parcerias.

Com aumento do uso da genética Angus pelo Brasil – só em 2019 foram 5,8 milhões de doses de sêmen comercializadas -, Dzyekanski indicou que a Associação pretende ampliar o quadro de sócios, integrando os mais de 12 mil usuários da genética Angus espalhados pelo país. “O Angus atravessou todas as fronteiras no cruzamento industrial e está em 26 das 27 unidades da federação. Nosso desafio é usarmos o Promebo para melhorar ainda mais essa genética”, ponderou, lembrando que é esse trabalho que viabiliza avanços como o Selo Gold, que estampa cortes diferenciados dentro do próprio Programa Carne Angus. “Temos que sempre superar nossos recordes, ir além. Não podemos nos contentar. Em se tratando de melhoramento genético, temos que elevar os desafios e é isso que precisamos trazer para nossos rebanhos”, aconselhou o presidente da Angus.

Márcio Sudati reforçou os avanços da área técnica, como a implantação da genômica do rebanho Angus neste segundo semestre após mais de dez anos de coleta de dados e projetos de pesquisa. “Queremos popularizar a genômica, que é uma ferramenta que vai agilizar a seleção. Também pretendemos incluir outros marcados, como o gene da musculatura dupla e de doenças genéticas”, informou, adiantando alguns projetos que devem virar realidade nos próximos anos. Entre as novidades, também citou a tabulação de dados sobre o potencial de reprodutores puros para a geração de animais meio-sangue.

Citando como exemplo o trabalho que realiza dentro de seu próprio criatório, Sudati frisou a relevância de o selecionador integrar análises equilibradas de fenótipo e genótipo. “Dentre os animais melhor avaliados, eu sempre analiso aqueles que são melhores em fenótipo. Com isso, a gente intensifica o processo de seleção e avança mais rápido.” E recomendou: seleção eficiente se faz com dados, avaliação criteriosa e ferramentas de ponta. “A genômica era a ferramenta que faltava para nos equipararmos aos grandes programas de melhoramento de pecuária de corte do mundo.” Sudati ainda pontuou os bons resultados obtidos com a prova de eficiência alimentar realizada em parceria com a Embrapa de Bagé, cujos resultados devem ser anunciados em breve.

TE472 Iphone/ Crédito: Gabriel Olivera

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