Novo status abre mercados, mas exige suporte e vigilância

O reconhecimento do status de livre de febre aftosa sem vacinação ao Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia e parte do Mato Grosso e Amazonas deve abrir novas e promissoras possibilidades à pecuária nacional. Com otimismo, o presidente da Associação Brasileira de Angus, Nivaldo Dzyekanski, manifestou a posição dos criadores de Angus durante live promovida pelo Canal Rural na noite desta quarta-feira (12/08). Contudo, alertou o pecuarista, é importante que o governo cumpra com rigor a fiscalização e, em caso de foco, assegure indenização aos produtores de genética. “Precisamos que esses animais sejam indenizados em valor da genética e não como carne. Temos um banco de genética de valor incalculável que  precisa ser protegido. Estamos dando um voto de confiança para que todos possam aproveitar essas novas oportunidades que se abrem nesse novo status sanitário”, ressaltou, lembrando que os pecuaristas também devem fazer o dever de casa, sendo vigilantes e reportando possíveis deficiências aos órgãos competentes.

Dzyekanski explicou que a Associação Brasileira de Angus realizou um levantamento junto a seus associados antes de emitir parecer favorável à retirada da imunização dos rebanhos. O voto foi levado à Febrac, que também posicionou-se positivamente ao novo status. Presente na Live do Canal Rural, o presidente da Febrac, Leonardo Lamachia,  salientou que é vital que os investimentos em defesa sejam feitos pelo poder público de forma perene a fim de viabilizar a segurança dos rebanhos.

Mediado pelo jornalista Luiz Patroni, o debate também contou com o diretor de saúde animal do Ministério da Agricultura, Geraldo Marcos de Moraes. “Esse é um passo muito importante que representa a inclusão de 20% do rebanho bovino brasileiro e praticamente todo o suíno em zonas livres sem vacinação”. Ele informou que a IN 52 já assinada pela ministra Tereza Cristina deve ser publicada nesta quinta-feira (13/08) no Diário Oficial da União. A previsão, informa ele, é que o tema seja levado à OIE. A avaliação deve ocorrer até outubro e uma posição final da Comissão Científica deve vir em maio de 2021.

Diretor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi, confia que a decisão colocará o rebanho da região em um novo patamar. E lembrou que o Mato Grosso tem 30 milhões de cabeças de gado e 700 quilômetros de fronteiras a serem controladas. “A pecuária é ‘o’ negócio do Mato Grosso”, enfatizou o dirigente.

Reprodução Canal Rural

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