Ultrablack é ferramenta de impulso no campo

“Enxergamos o Ultrablack como mais uma carta forte no baralho da pecuária brasileira”. Foi assim que o vice-presidente de Fomento da Associação Brasileira de Angus, Luiz Felipe Cassol, definiu a raça na live desta terça-feira (19/5) promovida pela Associação em parceria com a comissão Angus Jovem (AJ). Também participaram da transmissão, que teve como assunto central o desenvolvimento da raça pura sintética no Brasil e os benefícios que ela pode proporcionar aos pecuaristas, o gerente de Fomento, Mateus Pivato, e a coordenadora da AJ e mediadora, Luiza Soldera.

Conforme explicou Pivato, a raça Ultrablack é originária de cruzamento entre Angus e Brangus, com composição sanguínea de 81,25% de sangue Angus e o restante de raça zebuína. A variedade chegou no Brasil em 2017, com a delegação via Ministério da Agricultura, que permitiu que a Associação fosse a responsável pelo registro genealógico da raça em solo nacional. “Agora, podemos falar que temos a primeira safra de animais que foram planejados, acasalados e vemos os primeiros touros a serem comercializados no Brasil”, afirmou. Atualmente, a raça já se encontra nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. “A Ultrablack está sendo muito avaliada dentro dos programas de melhoramento, buscando ser uma ferramenta para aumento da produção de carne, voltada a suprir uma grande demanda que é o cruzamento com a fêmea meio-sangue Angus”, destacou.

Mesmo tendo desembarcado em solo brasileiro em 2017, Cassol salientou que o cruzamento entre Angus e Brangus já era feito entre os produtores há muitos anos, principalmente em criatórios gaúchos. O vice-presidente evidenciou a grande adaptabilidade que a Ultrablack possui, chegando a ter um potencial 10% melhor em ambientes com alguma restrição. “Dependendo do nível de tecnologia que se tem na propriedade, quanto mais pura a raça, maior o nível nutricional e sanitário exigido. Com a Ultrablack, é possível ter níveis produtivos excelentes nos mais diversos sistemas”, disse.

Os cerca de 150 espectadores de diversas partes do Brasil e de fora do país, como do Chile, acompanharam a live no canal do Youtube e perfil do Instagram da Angus, além do perfil da AJ, e fizeram perguntas sobre como utilizar a raça no Brasil. Uma das questões promovidas foi o touro Ultrablack que obteve valor de venda recorde em leilão, com cota de 50% arrematada por R$ 40,5 mil, atingindo o valor total de R$ 81 mil. “Além da qualidade de fenótipo dele, esse touro já tem avaliação do Promebo e dados de carcaça, ou seja, tinha todos os pré-requisitos pra ser um touro doador de sêmen. Foi isso que potencializou o valor dele”, explicou Cassol.

Esse sucesso, para Pivato, é a prova de que a raça Ultrablack impulsionará cada vez mais a pecuária brasileira. “A gente acredita muito na raça. Temos noção que é uma ferramenta, tem seu espaço e não chegou para competir com ninguém”, salientou. A live completa você confere aqui.

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