Rústico é aposta para gente de todo tamanho

Sonho de muitos pecuaristas que buscam qualificar seus rebanhos e turbinar os lucros, o uso de genética Angus leva todos os anos criadores a feiras em busca de informação e investimento certeiro. Nessa jornada, as exposições de gado rústico geralmente são uma oportunidade de bons negócios e excelente relação custo-benefício. Foi o que levou o jovem Augusto Barros a Santa Maria para participar da 13ª Exposição Nacional de Rústicos.

Após muita negociação, ele garante ter convencido o pai Anibal Soares de Castro a iniciar a criação de gado Angus na Agropecuária Casa Velha, de Jari (RS). Com mais de 30 anos de atividade agropastoril, a propriedade hoje se dedica à criação de cavalo Crioulo e gado geral. O planejamento para a mudança no rebanho já começou.  “Fui atrás de referências em outras propriedades próximas e de financiamento para iniciar o nosso plantel”, reforça confiante na qualidade das pastagens que pretende implantar em 2020.  Segundo ele, o desejo pela aquisição de touro Angus rústico surgiu após muito estudo. “Queremos expandir a propriedade e ver o nosso negócio crescer. Buscamos um crescimento de 10% a 15% no rebanho bovino”, afirma o bacharel em Administração e pós-graduado em Gestão Empresarial de apenas 26 anos.

Novos clientes como ele fazem aquecer todos os anos o mercado de reprodutores rústicos no Sul do Brasil. Um movimento que estimula criatórios a investirem na seleção e no melhoramento. Um esmero verificado nas pistas de Santa Maria nesta temporada. A XIII Exposição Nacional de Rústicos, que recebeu 45 animais de alta qualidade, coroou na disputa de machos e fêmeas PO (Puro de Origem) os trios da Cabanha Recalada, de Fábio Ruivo, de Capão do Leão (RS). Já nas fêmeas PC (Puro por Cruza), o maior título foi para o trio da Cabanha Soldera, da Irmãos Soldera Agropecuária, de Panambi (RS). “O nível de competição hoje entre rústicos e argola é muito grande. Os criadores que estão focados em produzir animais rústicos de ponta acabam gastando na alimentação o mesmo valor de quem cria animais de argola”, explicou o vice-presidente de fomento da Angus e proprietário da Cabanha da Corticeira, de São Borja (RS), Felipe Cassol.

Segundo ele, a maior vantagem na escolha de rústicos para os novos criatórios se dá a partir do manejo. “Na criação de argola, precisamos de profissional capacitado para essa função. Nos rústicos, basta você ter um bom olho, uma boa genética, apartar bem para formar os lotes e uma boa nutrição”, pondera. Movimento que tem atraído até quem já tem tradição na raça. Em 2020, Agropecuária Reconquista, tradicional criatório de Angus de Argola de Alegrete (RS), promete estrear na disputa das pistas de rústicos.

Você encontra esse e mais conteúdos do Anuário Angus 2019 aqui.

Crédito: Gabriel Olivera

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