Raça quer expandir produção em 10% ao ano e ampliar fornecimento no país

Eleita na manhã desta sexta-feira (7/12) por aclamação durante Assembleia Geral de criadores em Porto Alegre (RS), a nova diretoria que comandará a Associação Brasileira de Angus pelos próximos dois anos pretende ampliar a participação da Carne Angus no mercado de cortes gourmet do Brasil e expandir a produção em 10% ao ano, das atuais 34 mil toneladas equivalente carcaça/ano (previsão de fechamento 2018) para mais de 42 mil toneladas EqC /ano no final do mandato. A meta é audaciosa, principalmente porque está alicerçada em uma base já elevada e na necessidade de diálogo direto com os produtores e consumidores. “O Programa Carne Angus ainda é jovem. Com apenas 15 anos, já somos líderes do segmento premium, mas a forte demanda dos consumidores mostra que há muito a crescer, principalmente fora dos grandes centros. Queremos Carne Angus disponível para todos, de Sul a Norte do Brasil”, frisou o presidente eleito Nivaldo Dzyekanski, que assume definitivamente a Associação Brasileira de Angus na primeira quinzena de janeiro de 2019.

Para atingir essa meta, explica o empresário, é preciso, além de mostrar aos consumidores os diferenciais de qualidade dos produtos Angus, ampliar o trabalho de divulgação da raça a campo, principalmente nos grandes rebanhos do Brasil Central, e direcionar o uso do cruzamento industrial para produção de carne de qualidade. “Temos, hoje, selecionadores que oferecem genética adaptada ao clima quente, com características específicas de pelame curto e excelente desempenho no cruzamento. Há touros trabalhando bem em diversas regiões do país, e pecuaristas ganhando muito dinheiro com animais meio-sangue”, frisou, lembrando que criadores optam pelo uso de sêmen Angus em vacas zebuínas para elevar a qualidade da carne e receber a certificação do Carne Angus, além de melhorar a eficiência dos sistemas de produção. Mais do que os ganhos no frigorífico, a Angus é promessa de velocidade de ganho de peso, fertilidade e acabamento. Com maior desfrute do rebanho, cita Dzyekanski, será possível viabilizar abates em maior escala em regiões onde, hoje, ainda faltam carcaças para garantir o abastecimento.

Foto: Leticia Szczesny

Pensando em levar informações técnicas ao produtor e ao mercado que subsidiem essa expansão, a Angus planeja, já para 2019, um projeto de Giras Técnicas que deve iniciar com, no mínimo, dois grandes eventos: um na região Sul e outro no Brasil Central. Nesses encontros, a diretoria pretende alinhar projetos com os núcleos regionais de criadores e trabalhar para que o corpo técnico da entidade esteja mais próximo aos produtores de carne. “Queremos aprimorar a comunicação e estreitar o trabalho entre os técnicos da Angus e usuários, utilizando informações geradas pela equipe que trabalha nas indústrias para melhorar a seleção dos rebanhos que é realizada a campo”.

O foco na seleção genômica também está no radar da nova diretoria da Angus. “Vamos ampliar o trabalho que vem sendo realizado pela entidade, de olho na genômica, que traz muitas oportunidades para o melhoramento genético da raça” salientou o novo dirigente.

Nivaldo Dzyekanski

Nivaldo Dzyekanski é criador de Angus e empresário do setor flotestal. Nascido em Itaiópolis (SC) é diretor-presidente das empresas Brasilmad S/A, Brasiltrat e Brasil Florestal. A Brasilmad é a maior exportadora de madeira reflorestada em componentes para palets da América do Sul. O criatório de Angus começou em 2006 nas terras que foram da família e que acabaram recompradas. Atualmente, tem perto de mil cabeças, sendo 320 animais Angus Puros.

Foto: Leticia Szczesny

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