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Genética Angus melhora rebanho e se paga nas primeiras gerações de bezerros

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O uso de genética de reprodutores Angus melhoradores é um investimento que se paga nas primeiras gerações de bezerros e pode deixar reflexos positivos por até 13 anos no rebanho. A informação foi apresentada pelo médico veterinário e gerente de Fomento da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, na noite desta terça-feira (10/7), durante o Circuito Touro Angus Registrado realizado em Pitanga (PR). O assunto despertou interesse dos pecuaristas paranaenses e reuniu mais de 100 pessoas no espaço Producerta. “Genética de Touro Angus Registrado é um investimento que quem paga é o bezerro”, pontuou Pivato.

Em sua palestra, o veterinário apresentou simulação do uso de Touro Angus Registrado com DEP para Peso ao Desmame. Segundo a projeção, cobrindo, em média, 30 fêmeas com taxa de desmame de 80%, esse reprodutor produziria 24 bezerros de, aproximadamente, 210 quilos cada por ano. Levando em conta sua capacidade de produzir bezerros 10 quilos mais pesados do que aqueles originados de um touro comum, o legado é de 240 quilos por safra, um total de 1.200 quilos em cinco anos de vida útil, ou seja, cerca de R$ 7 mil. “Nas primeiras gerações o criador já tira seu investimento e ainda tem uma genética melhoradora perpetuada em seu plantel”, completou. Se o criador optar por reter as fêmeas, explica Pivato, a genética desse reprodutor estará presente no rebanho por oito anos de cria. “Se o touro for bom é ótimo para o plantel, mas se não for pode piorar o rebanho, e o pecuarista terá que enfrentar o dilema de como tirar essa influência negativa no futuro”.

Para maximizar resultados, frisou Pivato, é preciso escolher o touro certo para o seu rebanho, um trabalho que pode ser orientado por inúmeras informações hoje disponíveis em catálogos e programas de melhoramento. Ele garante que não há um touro Angus ideal. A escolha deve levar em conta o sistema de produção de cada propriedade e os objetivos do criatório. Um parâmetro importante é selecionar o reprodutor de acordo com a disponibilidade de alimento, se o sistema é confinado ou em pastagens.

Promovido pela Associação Brasileira de Angus, o Circuito Touro Angus Registrado em Pitanga foi aberto pelo presidente do Sindicato Rural de Pitanga, Luiz Carlos Zampier, e pelo presidente do Núcleo de Criadores de Angus do Oeste do Paraná, Agassiz Linhares. Realidade na pecuária do Paraná, a Angus vem ganhando espaço, principalmente após a certificação da CooperAliança para a produção de Carne Angus Certificada em Guarapuava (PR). “O Paraná ainda tem muito a crescer. Mas, com a explosão da carne de qualidade, os criadores já estão entendendo que é muito importante usar Angus e abater animais com menos de dois anos. E a Angus encaixa muito dentro desse conceito devido à qualidade da carne e à precocidade”, disse Linhares, reforçando a importância de eventos como o circuito para suprir a carência de informação técnica sobre pecuária aos criadores da região. O Circuito, que começou na segunda-feira (9/7) em Campo Mourão, segue nesta quarta-feira (11/7) em Cascavel e na quinta-feira (12/7) em Dois Vizinhos.

Crédito: Carolina Jardine

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