“Associações de Criadores, qual o objetivo?”

Na manhã do dia 25/09 o presidente da Associação Brasileira de Angus, Paulo de Castro Marques, foi um dos convidados do Workshop BeefPoint – Associações de Pecuaristas, e palestrou sobre “Associações de Criadores, qual o objetivo?”.

Sendo este a oitava edição do evento, neste workshop foram reunidas as principais associações e entidades ligadas a pecuária de corte com um objetivo único: trocar experiências, aprendizados e informações. “O fortalecimento das associações é um dos pontos mais relevantes para o aumento da competitividade e rentabilidade da pecuária brasileira. Por isso, o objetivo do workshop foi unir os que conduzem essas iniciativas, acelerando o avanço e reduzindo o número de erros”, disse Miguel Cavalcanti, diretor do BeefPoint.

Francisco Vila, conselheiro da COSAG/FIESP e Sociedade Rural Brasileira, explicou na abertura do evento que numa associação de criadores a união faz a força, sendo preciso cada vez menos projeto e mais ação. “Como o pecuarista é apenas um dos elos da cadeira produtiva da carne, a associação tem como papel principal unir todos estes elos e promover suas atividade”. No entanto, antes de qualquer coisa é preciso entender que um dos preceitos para se criar uma entidade de classe é primar pela troca de experiência entre os associados e divulgar o trabalho do pecuarista.

Dando sequência à manhã de palestras, Carlos Viacava, produtor de Nelore, trouxe toda sua experiência em lançar uma marca de carne dentro de uma associação de raça, no final dos anos 90.

E fechando o circuito da manhã, Paulo Marques, falou sobre entidades de classes, e toda sua experiência como presidente da Angus. “Uma associação de produtores nada mais é do que um ‘ajuntamento’ de interesses em torno da raça, e cabe a ela dar o devido destaque e apoio a estes interessados”.

Durante sua fala, Paulo descreveu o histórico da entidade, mostrando quais são os pontos fundamentais para o sucesso de uma associação, além de apresentar o case de maior sucesso da Angus, que é o programa de certificação. Lembrou também que, sendo a carne o produto a qual se destinam todos os esforços do pecuarista, nada mais natural que estes criadores se unam em torno de um objetivo comum, que é oferecer ao mercado material de qualidade, independente da raça. “A associação vem entra justamente neste ponto, dando apoio ao produtor”, disse.

“Não deve haver o distanciamento entre as raças. Podemos ser adversários, disputar o mesmo mercado, porém não devemos ser inimigos. O Brasil é muito grande, há espaço para todo mundo. Devemos realizar um trabalho certo, bem feito e voltado ao mesmo objetivo: comercialização de carne de qualidade”, finalizou Paulo.

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