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O menino da cidade que fez a vida no campo

17/07/2017 10:410 comentáriosVisto: 125
Rednilson com credito
Quem nasceu para o campo, não consegue renegar a sua essência. Era na chácara da família, na zona rural do município de Assis (SP), sua cidade natal, que o inspetor técnico Rednilson Moreli Gois, 47 anos, se divertia em meio aos equinos, ao gado leiteiro e às galinhas. Foi neste cenário que, durante a infância, o menino da cidade tomou gosto pela pecuária. Na companhia do avô materno, Ernesto Moreli, acordava cedo para ajudar na ordenha e na alimentação dos animais. A programação era ainda mais divertida quando a rotina era quebrada com o nascimento de algum animal, principalmente quando os partos precisavam de ajuda. Durante a semana, Rednilson contava as horas, em meio as suas aulas de colégio e atividades na cidade, para que o final de semana chegasse.
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Foram estas vivências que influenciaram a trajetória profissional de Rednilson. No final da década de 80, mudou-se para Londrina (PR), onde cursou a faculdade de Medicina Veterinária, na Universidade Estadual de Londrina (UEL). O técnico recorda que conheceu a raça Angus em 1990, quando visitou um confinamento de animais de cruzamento Angus em atividade de campo da cadeira sobre raças de corte da faculdade. Na época, o estudante ficou encantado com a qualidade da raça e com a precocidade dos animais, principalmente se comparada com outras raças da propriedade. “Os animais Angus entravam para a engorda mais novos e com menos peso que os demais, ficavam menos tempo no confinamento e saíam mais pesados”, recorda.
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Depois de formado, os caminhos da vida o levaram a atuar, durante quatro anos, com gado leiteiro em Minas Gerais. Nesta época, fez especialização em Produção de Ruminantes pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Em 1997, Rednilson mudou-se para São José de Rio Preto (SP), cidade natal da então namorada, hoje esposa, Lucienne Serafim Nogueira Góis, 49 anos. Durante o período em que o técnico viveu em solo mineiro, o casal, que se conheceu nos corredores da universidade, namorou à distância. Os tempos eram outros e eles se viam apenas duas vezes por ano. O amor resistiu e, desta união, nasceram dois filhos: Pedro Ernesto, de 16 anos, e João Luca, de 14.
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Com vasta experiência em transferência de embriões, área que atua há 23 anos, Rednilson fundou, em 2000, a empresa Embryo Rio Preto. A aproximação com a raça Angus surgiu quando produtores da região pediram indicação de animais para fazer cruzamentos. O médico veterinário lembrou, então, de suas experiências com a raça, resultando na assessoria à compra de oito machos e cem fêmeas Red Angus, importados do EUA dos criadores Beckton e Buffalo Creek para um pecuarista da região. A partir de então, a genética Angus passou a fazer parte do diferencial de seu trabalho.
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Em 2002, o futuro técnico da Angus foi um dos responsáveis pela realização da Segunda Exposição Nacional da Angus, em São José do Rio Preto (SP) com a presença de 174 animais inscritos de criadores de vários estados. Rednilson destaca que a utilização da raça está aumentando rapidamente na região. “Hoje o produtor busca uma pecuária de ciclo curto, bezerros que nascem leves e desmamam pesados, animais de alto desempenho com pouco tempo de recria e velocidade de crescimento, novilhos com excelente carcaça e de acabamento rápido e uniforme”, observa. “Quem produz carne só quer usar Angus. A cada ano aumentam os clientes querendo usar a genética Angus”, pontua o técnico, ressaltando o cruzamento Angus como sendo a maior fonte de utilização e comercialização da raça na região.
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“Sou apaixonado pela Angus. Depois que eu comecei a trabalhar com a raça, nunca mais parei”, ressalta Rednilson, que foi um dos pioneiros na utilização da biotecnologia de fertilização in vitro para a multiplicação da genética da raça. Foi desta forma que os laços do veterinário com a Associação Brasileira de Angus passaram a se estreitar e, em 2004, o Núcleo Paulista o convidou para fazer parte do corpo técnico da associação.
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Depois de viajar para mais de seis estados representando a Angus (SP, MG, MS, GO, PR e RN), o médico veterinário ressalta que o trabalho como inspetor técnico foi um divisor de águas em sua vida. “A Angus só me trouxe coisas boas. O que mais me marcou foi as grandes amizades que eu fiz”, afirma o técnico, que garante registrar por ano em torno de 500 animais PO e 4 mil exemplares fruto de cruzamento.
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Formação: Medicina Veterinária na Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Natural de: Assis (SP)
Região de atuação: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiânia, Paraná, Rio Grande do Norte
Qual foi a primeira vez que ouviu falar na raça Angus: Em 1990, na cadeira de Bovinocultura de corte
Há quanto tempo atua junto à Associação Brasileira de Angus: 13 anos
Uma receita infalível com carne Angus: Churrasco de qualquer corte, desde que seja carne Certificada
Um rebanho inesquecível: Todas as fazendas que tem bezerro cruza Angus

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